Abuso sexual infantil é uma forma de violência praticada através do contato físico ou não e na interação sexual imposta à criança ou adolescente à custa de ameaças, violência e barganhas pelo abusador, visando à satisfação de seus desejos. Os abusos sexuais podem ocorrer no meio intrafamiliar e extrafamiliar. Crianças e adolescentes vêm sofrendo abuso sexual há anos, muitas dessas vítimas sofrem o abuso no âmbito familiar e crescem silenciadas, chegando à idade adulta com muitos traumas. Quando o agressor é alguém da família, ele pode utilizar-se da relação de confiança que possui com a criança ou adolescente e de seu poder como responsável a fim de conseguir uma maior aproximação e praticar o ato.
Abuso sexual infantil é uma forma de violência praticada através do contato físico ou não e na interação sexual imposta à criança ou adolescente à custa de ameaças, violência e barganhas pelo abusador, visando à satisfação de seus desejos. Os abusos sexuais podem ocorrer no meio intrafamiliar e extrafamiliar. Crianças e adolescentes vêm sofrendo abuso sexual há anos, muitas dessas vítimas sofrem o abuso no âmbito familiar e crescem silenciadas, chegando à idade adulta com muitos traumas. Quando o agressor é alguém da família, ele pode utilizar-se da relação de confiança que possui com a criança ou adolescente e de seu poder como responsável a fim de conseguir uma maior aproximação e praticar o ato.
É uma forma de violência que pode envolver coação e sedução. Com sucessivas rupturas traumáticas durante seu desenvolvimento, gerando um conjunto de sentimentos confusos e ambivalentes, como: medo, vergonha, culpa, confusão de sentimentos pelo abusador. Do ponto de vista da psicanalise, o abuso sexual é um trauma onde ocorrem distorções de linguagem entre adultos e crianças. O trauma é entendido como uma situação excessiva vivenciada pela criança, que naquele momento é incapaz de dar conta da situação, compreendê-la e dar vazão a tal carga energética, excedendo a capacidade da criança de entender o que está acontecendo, deixando-a confusa com efeitos físicos e psicológicos que podem perdurar durante muitos anos.
As consequências psicológicas que podem surgir após o abuso sexual ocorrido na infância não possuem regras de sofrimento psíquico que sejam idênticas para todas as vítimas. Porém, dentre as mulheres que já foram abusadas, podemos encontrar similaridades em suas falas quanto a idade que tinham quando ocorrido a(s) violência(s), o sentimento de culpa, vergonha e medo após os episódios; vale ressaltar a semelhança nos perfis dos abusadores e os papéis que eles exercem na vida da vítima. Com isso, dentre os impactos na vida da mulher adulta, podemos identificar manifestações físicas, emocionais, sexuais e sociais’.
Tendo em vista os possíveis efeitos a curto, médio e longo prazo, estão: estresse pós-traumático; depressão crônica; ansiedade; crise de pânico; ideação suicida; impulsividade; dificuldade nos relacionamentos; uso abusivo de substâncias químicas, lícitas e ilícitas, disfunções sexuais; auto destrutividade, fadiga crônica, doença gastrointestinal. Devido aos comportamentos disfuncionais a vítima pode começar a desenvolver hábitos sexuais promíscuos e de maior exposição às doenças sexualmente transmissíveis.
É indispensável levar em consideração que cada indivíduo é único, o que os faz experienciar determinadas situações de formas dessemelhantes, e a forma como ele irá reagir e lidar com as adversidades divergem em conformidade com seu contexto individual, social e cultural. Diante disso, torna-se imprescindível que as vítimas desse tipo de violência procurem e recebam acompanhamento psicoterápico, a fim de reduzir os traumas causados em sua saúde mental.
Crianças e adolescentes facilmente encontrarão razões para se sentirem culpadas diante de uma situação de abuso sexual. Por isso, é primordial ouvir a criança e permitir que se expresse ao nível de sua culpa, o que ela tem a dizer e sentir no plano consciente, e também no inconsciente. Proteger a identidade de crianças e adolescentes sexualmente abusados deve ser um compromisso ético do profissional que está atendendo. Quando uma criança tem oportunidade de revelar este segredo, recebendo apoio e ajuda de profissionais, as manifestações mais notórias desaparecem. Isso faz com que a criança ou o adolescente tenha confiança em contar o abuso sexual e reencontre o interesse por si, pelos outros e pela brincadeira.
As vítimas de abuso sexual infantil têm seus direitos violados, ferindo não somente seus corpos que foram usados para satisfação sexual de adultos, mas também seu aparelho psíquico com toda a carga emocional da violência traumática do ato, assim como, sua integridade sexual, pois não estavam preparadas fisicamente, nem psicologicamente, para tais intercursos sexuais. Para a criança/adolescente fazer a revelação que sofreu o abuso sexual exige uma série de procedimentos adequados, desde o apoio, acolhimento da vítima e da família até a condução do caso às autoridades e redes de apoio e proteção.
Quem passa por esta experiência não sai imune aos traumas e consequências múltiplas com efeitos físicos e psicológicos que podem ser assoladores e perduráveis na vida da vítima. Gerando inúmeros sofrimentos e comprometimentos psicológicos. A vítima na maioria das vezes tem medo de revelar que foi abusada sexualmente, é ameaçada pelo abusador e desenvolve crenças de que é culpada pelo abuso, sentindo vergonha e medo de revelá-lo à família e ser punida.
A experiência de abuso sexual na infância afeta o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social de crianças e adolescentes, de diferentes formas e intensidade, repercutindo na fase adulta. Sendo acrescida além da violência física e moral a dor do descrédito e até mesmo da inversão do papel vítima-sedutor. Esta violência deixa marcas profundas no psiquismo das vítimas.
Através da psicanálise, os atendimentos as vítimas de violência sexual têm sido bastante satisfatórias. Com início em seu percurso analítico é possível que a vítima compreenda o que vivenciou, entendendo que foi vítima de uma violência com consequências e traumas que repercutiram em seu desenvolvimento, mas que podem se fortalecer emocionalmente, reconstruindo aos poucos sua imagem corporal que foi dilacerada, proporcionando condições de enfrentamento e resistência diante o impacto dessa experiência. A terapia psicanalítica proporcionará a este sujeito à redescoberta de si mesmo enquanto ser humano, merecedor de respeito e amor, ajudando-o a libertar-se do sentimento de culpa e autotortura.
Importante pontuar a necessidade de combate e prevenção ao abuso sexual, através de uma equipe multiprofissional, com um trabalho de esclarecimento que vise despertar um interesse maior e atenção aos sinais que a criança apresenta de que algo está errado, sinais estes que tanto podem ser no corpo ou através de comportamentos. Acionando os serviços de apoio e proteção as vítimas de abuso sexual.
Como a terapia pode ajudar nesse processo?
Se você está enfrentando dificuldades para usar as redes sociais a seu favor e não prejudicar a sua saúde mental, um(a) psicanalista pode te ajudar nesse processo.
Ao longo das sessões de terapia, será possível compreender o que está por trás da sua necessidade constante de se manter hiper conectado para, assim, analisar outras questões que podem estar relacionadas ao uso das redes sociais.
A partir desse aprofundamento, é possível identificar padrões de comportamento e gatilhos estressores para, assim, construir uma estratégia de enfrentamento eficaz de acordo com as suas necessidades.
Contar com o suporte de um profissional especializado em saúde mental traz ótimos retornos positivos se houver comprometimento da sua parte como paciente. E você pode dar esse primeiro passo clicando aqui para saber mais.